WiFi – A conexão está lenta? Há 5 prováveis causas

Postado em: 24/08/2020

A disputa entre os aparelhos WiFi e os meios de comunicação das ondas de rádio dinâmicas a transformam em uma tecnologia sensível com muitas configurações e situações que podem deixá-la lenta.
E mesmo que você não esteja usando aparelhos e aplicações com largura de banda, contar com um Wi-Fi mais rápido é sempre melhor.
Veja abaixo algumas coisas que podem desacelerar o seu Wi-Fi e que devem ser evitadas.

1 – Protocolos wireless e de segurança antigos

Usar os protocolos de segurança antigos na sua rede Wi-Fi reduz significativamente a performance dela. Isso é algo independente do padrão mais alto suportado pelo ponto de acesso e das suas promessas. Por exemplo, o 802.11ac pode suportar taxas de dados acima de 1.000Mbps. Mas se você tem uma segurança WEP ou WPA configurada, as taxas de dados serão limitadas a 54Mbps.

Então, para garantir que os métodos de segurança antigos não estejam deixando o seu WiFi mais lento, habilite apenas a segurança WPA2 usando o padrão Advanced Encryption Standard (AES) – e não escolha o modo WPA2-TKIP ou o WPA/WPA2-mixed.

Se tiver aparelhos Wi-Fi mais antigos que não suportem segurança WPA2-AES, veja se há atualizações de firmware para poder adicionar essa capacidade. Em seguida, considere adicionar um adaptador de Wi-Fi baseado em USB ou PCI ao computador ou aparelho para que tenha uma conectividade Wi-Fi moderna.

2 – Subutilizar a faixa de 5GHz

A faixa de frequência 2.4GHz possui 11 canais (na América do Norte), mas fornece apenas três canais sem sobreposição ao usar os canais padrão de 20MHz ou apenas um canal se estiver usando canais de 40Mhz. Como os pontos de acesso (APs) vizinhos deverão estar em canais diferentes sem sobreposição, a frequência de 2.4GHz pode ficar pequena demais muito rapidamente.

A faixa de 5GHz, no entanto, fornece até 24 canais.

3 – Configurar de maneira incorreta os canais de Ponto de Acesso

Uma vez que a faixa 2.4GHz é tão povoada, os canais usados pelos seus APs são cruciais. É fácil ter interferência entre canais a partir de redes vizinhas ou mesmo a partir dos seus APs. Para essa faixa, tente se manter com os canais sem sobreposição 1, 6 e 11 a 20MHz. Apesar de a maioria dos APs e controladores wireless contarem com um recurso de canais automáticos, eles nem sempre funcionam muito bem. Verifique as designações automáticas de canais para ver se elas fazem sentido. Caso não, tente configurar os canais por conta própria.

Ao verificar essa atribuição automática de canais ou ao configurá-los manualmente, é uma boa ideia descobrir os mapas das plantas que possuem as localizações dos APs identificadas. Assim, você pode visualizar as localizações dos APs e registrar as designações de canais.

4 – Utilizar taxas baixas de dados

Os pontos de acesso possuem controle sobre quais taxas de dados são suportadas para as conexões com os aparelhos Wi-Fi. Quando esses APs estão suportando as taxas de dados mais baixas, isso significa que eles aceitarão conexões lentas/fracas. Apesar de os APs que não suportam as taxas mais baixas derrubarem os aparelhos WiFi mais rapidamente, isso é o que você vai querer. Você não quer que os clientes Wi-Fi fiquem conectados com os APs quando a conexão ficar muito lenta, porque isso vai desacelerar o desempenho geral da rede. Se uma rede Wi-Fi foi configurada corretamente com boa cobertura, você quer que os clientes Wi-Fi cheguem até os melhores APs o mais rápido possível, não que fiquem presos em um AP forneça uma conexão mais lenta.

A maioria dos APs de grau empresarial fornecem controle sobre as taxas de dados exatas que são habilitadas. Se possível, considere desabilitar as taxas de dados mais baixas: 1 – 12Mbps. Se você possui uma rede de alta densidade com ótima cobertura, considere até desabilitar taxas acima disso, talvez de até 54Mbps.

5 – Problemas de configuração

Uma configuração geral ruim pode causar problemas de performance no WiFi. Um “site survey” (espécie de levantamento de dados e informações no local) profissional deve ser realizado para descobrir os locais corretos dos pontos de acesso – e um procedimento pós-instalação para verificar se a cobertura está correta. Também pode ser interessante fazer um outro “site survey” se houver alguma mudança significativa física ou no layout do local.

Sem realizar site surveys baseados em mapas com ferramentas como Airmagnet ou Ekahau, é difícil visualizar a cobertura para descobrir possíveis “buracos”. Essas ferramentas também ajudam a identificar interferências entre canais e fornecem auxílio para realizar a designação correta de canais. E não configure uma rede apenas com base na cobertura. Também leve em conta as taxas de transferência e a densidade de usuários.

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