Apesar de concessões, greve dos caminhoneiros entra no 8º dia

Governo cede e anuncia concessões chave para caminhoneiros, mas fim da greve é incerto

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A greve dos caminhoneiros chega ao oitavo dia nesta segunda-feira, dia 28, apesar de o presidente Michel Temer ter anunciado a adoção de cinco medidas importantes na noite de domingo. Dentre elas estão o aumento no desconto por litro de diesel (de 41 centavos para 46 centavos) e o congelamento do valor por 60 dias. Apesar disso, os caminhoneiros continuam mobilizados, com bloqueios em rodovias de 14 estados e do Distrito Federal. Em São Paulo, o rodízio foi suspenso novamente, e as vãs escolares realizam protestos em alguns pontos da cidade. As consequências da greve vão desde hospitais com falta de medicamentos; supermercados desabastecidos; postos de combustíveis sem etanol, gasolina e diesel; voos cancelados; entre outros.

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), informou que “a situação tem se agravado a cada dia, com maior número de veículos com alimentos parados nos principais pontos das rodovias”.

A organização frisou o prejuízo econômico de várias de suas empresas associadas, estimado em 3 milhões de reais até o momento.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que o setor supermercadista já começa a sentir em alguns Estados os efeitos da greve nacional de caminhoneiros contra o preço do diesel.

“Identificamos que alguns Estados já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos, e que isso poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, se algo não for feito”, disse a entidade em nota.

A Abras informou ainda que vem se empenhando em sensibilizar o governo federal para que uma solução seja tomada imediatamente, evitando que a “população sofra com a falta de produtos de necessidades básicas e com uma eventual elevação nos preços”. DCI.